Mitigação - Redução de gases de efeito estufa

Quais tecnologias e práticas de mitigação existem no setor do transporte?

Veículos com combustíveis mais eficientes, veículos híbridos (os equipados com motor convencional ou motor elétrico suplementar), veículos a diesel mais limpo, biocombustíveis, mudança do transporte rodoviário para o ferroviário e sistemas de transporte público, transporte não-motorizado (andar de bicicleta, caminhar), planejamento do uso do transporte.

Quais avanços tecnológicos podem ajudar a mitigar o problema?

  • Redução do peso dos veículos através do uso de materiais mais leves;

  • Melhorias aerodinâmicas para reduzir o atrito do veículo com o ar;

  • Aumento da eficiência energética dos motores através de tecnologias como motores híbridos (elétrico e combustão), injeção direta de combustível, entre outros;

  • Melhoria do sistema de ar-condicionado dos veículos para redução do consumo de combustível.

Fatores que influenciam na implementação de medidas de mitigação e adaptação.

  • Convenção e mitigação - adotar um nível de estabilização onde as reduções nas emissões não ameacem a sustentabilidade econômica.

  • Desenvolvimento sustentável - medidas de mudança climática apropriadas são parte integral de um desenvolvimento sustentável. A mitigação dessas mudanças conserva e pode até aumentar os capitais naturais, prevenindo riscos aos sistemas sociais. O desenvolvimento sustentável reduz a vulnerabilidade a mudanças climáticas e mitiga as emissões de GEE.

  • Questão da distribuição de responsabilidades – a distribuição é assimétrica por causa dos diferentes níveis de industrialização e desenvolvimento econômico dos países, onde os mais desenvolvidos são a maior fonte de emissão de GEE. A equidade pode ser elaborada em termos de distribuição de custos de mitigação e adaptação e de direitos de emissão. “Responsabilidades comuns, porém diferenciadas”.

  • Tempo – as ações de mitigação devem ser iniciadas agora para obtermos resultados em médio ou longo-prazo.

  • Mitigação e adaptação – medidas contra as mudanças climáticas que podem ser complementares, substituíveis ou independentes, porém que serão necessárias de qualquer maneira. Nos próximos 20 anos, mesmo a política climática mais agressiva poderá fazer pouco para evitar o aquecimento já existente no sistema climático. Os benefícios dessas políticas serão percebidos ao longo do tempo.

  • Riscos e incertezas – os princípios de gerenciamento de risco devem ser adotados. Um gerenciamento de precaução e antecipação de risco incorporaria medidas de adaptação e prevenção de mitigação baseadas em custos e benefícios em evitar os danos relativos às mudanças climáticas. Fatores que determinação essas medidas: acesso a recursos, finanças, situação do mercado, informação e a quantidade de barreiras governamentais.

O que é potencial de mitigação?

Representa as possibilidades de redução de gases de efeito estufa que poderiam ser feitas em relação às linhas de base de emissões, para um determinado preço do carbono (expresso em custo por unidade de emissões de equivalente de dióxido de carbono evitadas ou reduzidas).

É diferenciado em dois termos: potencial de mercado e potencial econômico.

  • Potencial de Mercado – É o potencial de mitigação com base nos custos privados e nas taxas de desconto privadas, que pode ser que ocorram no âmbito de condições de mercado previstas, inclusive políticas e medidas atualmente em vigor, observando-se que as barreiras limitam a absorção de fato.

  • Potencial Econômico – É o potencial de mitigação que leva em conta os custos e benefícios sociais e as taxas de desconto sociais, supondo-se que a eficiência do mercado melhore por meio de políticas e medidas e que as barreiras sejam removidas.

Estudos do potencial de mercado podem ser usados para informar os formuladores de políticas sobre o potencial de mitigação com as políticas e barreiras existente, enquanto os estudos dos potenciais econômicos mostram o que se pode alcançar se políticas novas e adicionais adequadas forem estabelecidas para remover barreiras e inserir os custos e benefícios sociais. O potencial econômico, portanto, geralmente é maior do que o potencial de mercado.

Formas de análise do Potencial de mitigação

  • a) Estudos Bottom-up – baseados em opções de mitigação setoriais, sem considerar mudanças na macroeconomia. Ressaltam as tecnologias e regulamentações específicas de cada setor e são úteis na avaliação de opções específicas e políticas em nível setorial como a melhoria da eficiência energética.

  • b) Estudos Top-down – avaliam o potencial econômico das opções de mitigação. Usam quadros coerentes do ponto de vista global captando respostas macroeconômicas e do mercado. São úteis para avaliar políticas transversais e econômicas para mudança do clima, como impostos de carbono.

Ambos os estudos têm limitações na consideração das escolhas de estilo de vida e na inclusão de todas as externalidades, como a poluição local do ar. Eles também indicam que há um potencial econômico substancial para mitigação das emissões globais de GEE ao longo das próximas décadas, o que poderia reduzir os níveis de emissões ou compensar o crescimento projetado das mesmas.
Os custos macroeconômicos da mitigação de múltiplos gases em 2030 estão entre uma redução de 3% do PIB global e um pequeno aumento. Contudo os custos regionais podem diferir significativamente das médias globais.

Quais os instrumentos regulatórios/operacionais que atuam sobre o nível de emissão dos veículos?

Várias medidas podem ser utilizadas para redução de emissões provenientes do transporte:

  • Redução de limites de velocidade,
  • Faixas para veículos com alta ocupação,
  • Regulação de requisitos mínimos de manutenção de veículos,
  • Rodízio de veículos,
  • Estabelecimento de padrões de emissão de carbono para combustíveis,
  • Classificação dos veículos conforme seus níveis de emissão e incentivo a aquisição de veículos mais eficientes,
  • Restrição do tráfego de veículos privados em determinadas áreas,
  • Expansão e subsídio do transporte coletivo,
  • Incentivo a alternativas à viagem (tele-trabalho, ensino a distância),
  • Estímulo ao transporte de carga por modais não rodoviários.

Políticas públicas de gestão da demanda de transporte de superfície podem ajudar a combater o aquecimento global?

Sim, tais políticas se forem rigorosamente implementadas e apoiadas podem reduzir o uso de carros e consequentemente combater o aquecimento global. Medidas simples como a provisão de informações com o uso de estratégias de comunicação e técnicas educacionais têm encorajado a mudança de hábito no sentido de reduzir as viagens feitas por carro em 14% em uma cidade Australiana, 12% em uma Alemã e 13% em outra Sueca.

Qual é a participação de cada modal no consumo de energia do setor de transportes?

  • Rodoviário – 77,4%
  • Ferroviário – 1,5%
  • Aéreo – 11,6%
  • Fluvial – 9,5%

Quais são os três países com maior número de carros por pessoa?

  • 1o – USA, com +/- 760 carros para cada 1000 pessoas.
  • 2o – Nova Zelândia, com +/- 700 carros para cada 1000 pessoas.
  • 3o – Itália, com +/- 600 carros para cada 1000 pessoas.